Para o Dia da Moda, celebrado em 21 de agosto, Isabelle Drummond, Marcelo Antunes e Lelê Burnier dividem as referências que ajudaram a construir o olhar estético que carregam hoje

A moda é, antes de tudo, uma construção de referências. Viagens, cinema, arte, arquitetura, família e até o cotidiano das ruas podem influenciar a maneira como cada pessoa enxerga e traduz o vestir. Para celebrar o Dia da Moda, em 21 de agosto, reunimos personalidades com diferentes trajetórias para contar quais experiências, lugares e inspirações ajudaram a construir o olhar estético que carregam hoje e como essas referências se transformaram em estilo, identidade e autenticidade
Marcelo Antunes

“A Itália é uma referência muito forte para mim. Capri e Milão me inspiram muito. Acho o homem italiano elegante, sexy sem ser vulgar e sempre um pouco à frente do seu tempo. Gosto dessa mistura entre uma boa alfaiataria e um certo despojamento, principalmente no verão, e dessa capacidade de transitar entre o clássico e o ousado. Isso tem muito a ver comigo. Mas, acima de qualquer referência, o que realmente guia meu estilo é a autenticidade. Eu não me engesso pela tendência, assim como não me engesso pela etiqueta. No fim, o mais importante é vestir aquilo que faz sentido para você e respeitar a sua essência.”
Saide Mattar

“Minha relação com a moda também foi muito construída dentro de casa. Sempre observei muito a forma como minha mãe se vestia, as escolhas dela e até a maneira como ela cuidava das peças. Com o tempo, outras referências foram entrando, principalmente através das viagens, da arte e das pessoas que encontro. Gosto desse olhar mais aberto, de perceber como diferentes lugares e culturas podem influenciar a maneira como a gente se veste.”
Isabelle Drummond

“O cinema sempre foi uma referência muito forte para mim, talvez porque a roupa tenha uma importância enorme na construção de uma personagem. Gosto de observar como uma cor, uma silhueta ou até um acessório conseguem dizer alguma coisa sobre uma pessoa sem precisar de palavras. Fora desse universo, também encontro referências na fotografia, na arquitetura e nas pessoas que vejo nas ruas. Não penso muito em transformar essas referências em um look específico, mas em deixar que elas ampliem o meu olhar.”
Bianca Corona

“Minhas referências mudaram bastante ao longo da vida. Quando somos mais jovens, talvez a gente olhe muito para o que está nas revistas ou para as tendências do momento. Hoje, gosto de buscar inspiração em lugares muito diferentes: uma viagem, uma mulher que vejo na rua, uma exposição, um filme ou até uma lembrança de alguma época da minha vida. Acho que o nosso estilo vai ficando mais interessante justamente quando ele passa a carregar um pouco da nossa história.”
Lelê Burnier

“Meu olhar para moda foi sendo construído muito pela internet, pelas viagens e por tudo o que consumo visualmente. Sempre gostei de observar como outras pessoas fazem suas escolhas, mas não necessariamente para reproduzir aquele estilo. Muitas vezes, uma pessoa me inspira por uma combinação, outra por uma forma de usar uma peça, outra pela maneira como constrói a própria imagem. Acho que meu estilo acabou nascendo justamente dessa mistura de referências, filtradas pelo que eu gosto e pelo que funciona para mim.
Catarina Tourinho

“Como estudei Moda, sempre tive muita curiosidade por tudo que existe por trás da roupa, então minhas referências vão muito além das passarelas. Arquitetura, arte, fotografia, cinema, viagens e até a forma como as pessoas se vestem na rua acabam alimentando muito o meu olhar. Também gosto de revisitar referências de outras décadas e entender como determinadas peças podem ser reinterpretadas hoje. Acho que meu estilo foi se construindo justamente desse exercício de observar, estudar e depois traduzir tudo isso para uma maneira que tenha a ver comigo.”
